sábado, 17 de outubro de 2009

Qualify – FORMULA 1 GRANDE PRÊMIO PETROBRAS DO BRASIL 2009

Há muitos anos que eu defendo a ideia ilusória de que todos as corridas de Fórmula 1 deviam ser com pista molhada, mesmo que fosse artificialmente. Nos idos e chatos tempos de Michael Schumacher a coisa só ficava legal quando “São Pedro” resolvia colaborar, mas mesmo assim o alemão era tão bom que ainda conseguia chegar na frente. Mas é exatamente a emoção – o risco e a imprevisibilidade – de uma corrida na chuva que exige que o Brasil permaneça no calendário da Fórmula 1, principalmente enquanto Interlagos, na Terra da Garoa, estiver lá.


Resolvi escrever sobre esse treino de classificação porque foi mais emocionante do que qualquer outra corrida nesta temporada. Quando eu vi o tanto de água que estava caindo na pista antes do início, vibrei. Tivemos uns minutinhos de Q1 para logo após uma virada do Físico, tudo parar e ficar um tempinho parado. Quando tudo voltou, era água pra todo lado e acabou “afogando” os planos de Sebatian Vettel, que ficou irritadíssimo ao chegar aos boxes. O primeiro da lista negra estava fora.

Quando começou o Q2, Vitantonio Liuzzi bateu forte na curva após a reta dos boxes e espalhou caco pra todo lado. Pra piorar, a chuva engrossou. Foram aí mais de uma hora de intervalo para que o treino pudesse recomeçar. Haja assunto para o Galvão Bueno e Cia. enrolar. Quando voltou, a pista estava bem mais seca, e foi dar algumas voltas pro trilho ficar sem condições de andar com pneu de chuva. Enquanto alguns trocaram pro pneu intermediário na hora certa, a Brawn GP comeu barriga. Resultado: Button rodou, rodou, rodou fazia uma volta pior que a outra, bem como Barrichello, que havia feito uma boa volta enquanto tudo estava inundado. No fim das contas, o inglês ficou em 14º (na frente apenas de Liuzzi que não bateu) e o brasileiro em 10º, na corda-bamba para não ir ao Q3.

Na última parte, Rubinho só dependia dele mesmo e do tempo: precisava chegar o mais na frente possível para ficar mais distante de Jenson no grid amanhã. Logo nos primeiros minutos, conseguiu o primeiro tempo. Mas tinha muita água pra rolar, literalmente. Apenas o chamado “trilho” estava semi-seco, e se pisasse um tiquinho fora dele perdia-se um bom tempo, na melhor das hipóteses. Valeu então o conhecimento de Barrichello sobre a pista, que ele deve andar até de olhos fechados. Com toda sua leveza – deve ter colocado muito pouco combustível – disputou nos décimos de segundo a pole position com Mark Webber, e incrivelmente conseguiu. Provou que é muito bom. Calou a boca de muita gente. E ponto final.

Não vou falar mais porque o que interessa mesmo é amanhã. Mas já valeu a emoção. Rubens Barrichello pode nem ser campeão, e provavelmente não será. Mas limpou a barra de uma temporada que teve um início muito chato, e que se tornou surpreendente no fim.

Eis o grid completo:

1 – Rubens Barrichello – Brawn/Mercedes

2 – Mark Webber – RBR/Renault

3 – Adrian Sutil – Force India/Mercedes

4 – Jarno Trulli – Toyota

5 – Kimi Räikönnen – Ferrari

6 – Sebastien Buemi – STR/Ferrari

7 – Nico Rosberg – Willians/Toyota

8 – Robert Kubica – BMW Sauber

9 – Kazuki Nakajima – Willians/Toyota

10 – Fernando Alonso – Renault

11 – Kamui Kobayashi – Toyota

12 – Jaime Alguersuari – STR/Ferrari

13 – Romain Grosjean – Renault

14 – Jenson Button – Brawn/Mercedes

15 – Vitantonio Liuzzi – Force India/Mercedes

16 – Sebastian Vettel – RBR/Renault

17 – Heikki Kovalainen – McLaren/Mercedes

18 – Lewis Hamilton – McLaren/Mercedes

19 – Nick Heidfeld – BMW Sauber

20 – Giancarlo Fisichella - Ferrari

1 comentários:

  1. Salve, salve, grande jovem!
    parabéns pelo texto! obrigado pela volta às pistas virtuais da blogosfera (hehehe). Vai que é tuuuuuaaa!

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Dentro e Fora das Pistas - Por Felipe Motta